Sigla para Plasma Rico em Plaquetas: terapia à base do próprio sangue do paciente, rica em fatores de crescimento, aplicada no couro cabeludo para estimular a regeneração folicular — usada no CTC como o que há de mais avançado no protocolo de recuperação capilar.
PRP é a sigla para Plasma Rico em Plaquetas: o próprio sangue do paciente é coletado e centrifugado para concentrar plaquetas e fatores de crescimento, que são então aplicados no couro cabeludo.
Por ser feita com o sangue do próprio paciente, é uma terapia autóloga — ou seja, não introduz substâncias externas ao organismo.
No Centro de Tecnologia Capilar, o PRP é utilizado como parte do protocolo de recuperação capilar, estimulando a regeneração do folículo a partir dos próprios fatores de crescimento do paciente.
A centrifugação do sangue separa e concentra as plaquetas, ricas em fatores de crescimento como PDGF (fator de crescimento derivado de plaquetas) e VEGF (fator de crescimento endotelial vascular), que atuam na reparação e regeneração dos tecidos.
Esses fatores de crescimento prolongam a fase de crescimento do fio (anágena), estimulam a proliferação celular e ativam vias associadas ao desenvolvimento do folículo, como a via Wnt/β-catenina — favorecendo fios mais espessos e com maior tempo de crescimento.
O PRP é uma das terapias capilares mais estudadas atualmente. Uma revisão sistemática com meta-análise publicada em 2024 reuniu 14 estudos clínicos, com 431 pacientes, comparando PRP a placebo no tratamento da Alopecia Androgenética.
O resultado mostrou uma diferença média de 27,55 fios/cm² a favor do PRP, com aumento estatisticamente significativo na densidade capilar. Já o ganho na espessura dos fios foi mais discreto.
Os próprios autores da revisão apontam que os estudos analisados são heterogêneos, de qualidade variável e apresentam viés de publicação — por isso, mais ensaios clínicos de alta qualidade ainda são necessários para consolidar essa evidência. Na prática, o resultado também depende do protocolo usado (concentração de plaquetas, técnica de preparo, número de sessões), o que reforça a importância de ser feito por profissional experiente.
Sim. Por ser autólogo — feito com o próprio sangue do paciente — o PRP tem excelente perfil de segurança, sem risco de rejeição ou reação alérgica a substâncias externas.
Os efeitos colaterais mais comuns são leves e transitórios, como dor, vermelhidão, inchaço e sensibilidade no local da aplicação, que costumam resolver em 24 a 48 horas. Não há relatos de efeitos adversos graves associados à técnica na literatura.
Fonte científica base desta página: Kieling L, Konzen AT, Zanella RK, Valente DS. "Is autologous platelet-rich plasma capable of increasing hair density in patients with androgenic alopecia? A systematic review and meta-analysis of randomized clinical trials". Anais Brasileiros de Dermatologia, 2024;99(6):847–862.
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